08/01 - 10:53

Relaxe

Se você quer fugir do trânsito, não pode nem pensar em praia lotada, selecionamos alguns destinos para quem quer relaxar nesse verão.

Tatiana Gerasimenko

 

Muitos aproveitam o verão no meio da folia, disputando um espaço no mar como um soldado em campo de batalha. A briga começa por um lugar ao sol na praia, uma mesa no quiosque e uma cerveja gelada na mão. Voltar para casa é quase um momento de alívio, porque as férias foram tumultuadas, porque todo o mundo resolveu se lançar ao mar, porque – estranhamente – todos resolvem relaxar com música alta.

 

Mas o mundo é grande. E, sim, há lugares na Terra que ainda preservam o silêncio, permitem um contato maior com a natureza e propiciam, enfim, a paz. Abaixo, algumas sugestões para quem quer curtir esse verão com harmonia:

 

Ilha de Páscoa

O “umbigo do mundo”. Assim definida pelos nativos, este pedacinho de terra de 170 quilômetros quadrados a 3.900 quilômetros de Santiago do Chile é tido por muitos como um dos mais místicos do planeta. Em cada ponta da ilha (triangular), um vulcão. E, imponentes, esculturas de pedra vulcânica conhecidas como moai permanecem, lado a lado, de costas para o Pacífico – incólumes ao tempo e à civilização. Se o aventureiro se embrenhar no interior da ilha e recorrer à bússola para se localizar, pode se surpreender com o fato de que campos magnéticos impedem a indicação exata, mostrando, contudo, que pisa em solo mágico.

 

Quem oferece:

Hotel explora (em Rapa Nui) – Pousada de Mike. Fica no alto de uma colina, a 7,5 quilômetros de Hanga Roa, a única cidade da ilha. De um lado, oferece a vista das espumas brancas do Pacífico e, do outro, o vulcão Rano Raraku.

 

Como chegar:

É preciso pegar um vôo de Santiago do Chile até a Ilha de Páscoa, com duração aproximada de cinco horas. Outra opção é voar do Tahiti para lá.

 

Índia e Nepal

Mergulhar num mundo de culturas milenares e de grande capacidade criativa, conhecer os patrimônios da humanidade, curvar-se ou apenas observar os templos e santuários, as cidades sagradas, a filosofia, a história, a mitologia e a arte e voltar para casa em paz. Se a sua idéia é começar o ano com uma mente mais rica, com perspectivas de vida ampliadas, é preciso partir em uma viagem como se fosse uma peregrinação.

 

A primeira parte da jornada consiste na visita de lugares onde mestres de diversas áreas do saber e santos deixaram suas marcas na Índia. Na segunda parte, o viajante atravessará terras em direção às montanhas que rodeiam Kathmandu, chegando a um lugar mágico pincelado com características budistas e hindus. Para tanto, o aventureiro não precisa de conhecimentos prévios. Basta deixar ser levado por experientes guias da Ásia e Sudeste Asiático e entusiastas das culturas orientais.

 

Quem oferece:

A Latitudes – viagens de conhecimento – se encarrega de tudo. Em Mumbai, a hospedagem fica por conta do The Ambassador. Em Delhi, o Hans Plaza. Em Rishikesh, o Omkarananda Guest House. Em Angra, o Jaypee Palace, em Varanasi, o Radisson. Em Bodhgaya e em Kathmandu, os hotéis Sujata e Radisson, respectivamente.

 

Como chegar:

Um vôo de São Paulo leva o viajante para Johannesburgo, de onde parte para Mumbai.

 

Patagônia

Existe a porção argentina e a porção chilena da Patagônia. Mas quem prefere aproveitar a viagem, pode visitar atrações das duas de uma única vez. Se você pensa que tudo se resume a gelo, está enganado. O passeio pode ser inesquecível passando por Ushuaia, cidade com várias opções de lazer, como um fascinante passeio pelo Canal Beagle – e, de quebra, conhecer a Ilha dos Lobos Marinhos e a Ilha dos Cormoranes. Ver o castelo de gelo, o Glaciar Perito Moreno, e se deslumbrar com o Monte Fitzroy. Quem quiser pode apimentar um pouquinho a aventura com a programação urbana de Buenos Aires, seus tangos e suas tortas maravilhosas.

 

Na parte chilena, o viajante poderá passear em Punta Arenas. Mas a grande atração será, sem dúvida, a pérola natural do Parque Nacional de Torres del Paine. Considerado um dos mais bonitos do planeta, o local tem 242 mil hectares de área, onde se encontra a cadeia montanhosa Del Paine – mãe das mundialmente famosas Torres del Paine. No caminho, uma surpresa: a visita da Cueva del Milodon, uma imensa caverna com 50 metros de altura e 200 metros de profundidade.

 

Quem oferece:

A operadora chilena Cascada Expediciones. O pacote tem duração de 14 dias, incluindo translados, passeios, hospedagem em Buenos Aires, duas noites em Ushuaia, um em Punta Arena, cinco em Torres del Paine, três noites em Chalten e uma noite em Calafate.

 

Como chegar:

As saídas acontecem em Buenos Aires. Algumas operadoras brasileiras oferecem o pacote completo, com passagens aéreas Brasil-Argentina.

 

Machu Picchu

A misteriosa cidade dos incas é visita obrigatória de quem é sul-americano e pode gastar um dinheiro a mais nas férias. Desde que foi descoberta, em 1911, é considerado um dos monumentos arqueológicos e arquitetônicos mais importantes do mundo. As ruínas da cidade, construída a 2.400 metros de altitude, no topo de uma grande montanha com abismos de até 400 metros, são consideradas mágicas por muitas pessoas. Une os Andes ao Rio Amazonas e surpreende pela perfeição das construções, com pedras milimetricamente encaixadas sem nenhum material que as unam. O Patrimônio Cultural da Humanidade permite longas reflexões, para voltar para casa com a mente revigorada.

 

Quem oferece:

A Pisa Trekking oferece a viagem com passagem por Lima, Puno, Ilha Amantani, Ilha Flutuante dos Uros, Ilha Taquile, Cuzco, sítios arqueológicos, Vale Sagrado, Machu Picchu e Águas Calientes.

 

Como chegar:

Um vôo leva o viajante de São Paulo para Lima. De lá, faz-se uma conexão com destino a Juliaca e transfer para Puno.

 

Cataratas do Iguaçu

Um dos maiores espetáculos da natureza também acontece no Brasil, no Parque Nacional do Iguaçu. As cataratas, formadas pelas quedas do Rio Iguaçu (em tupi-guarani quer dizer “água grande”), 18 quilômetros antes de se juntar ao Rio Paraná, impressionam: quedas gigantescas remetem a formações geológicas de aproximadamente 150 milhões de anos. Três deles dos 19 maiores saltos ficam do lado brasileiro (Floriano, Deodoro e Benjamin Constant) e os demais no lado argentino. A atração principal é a Garganta do Diabo, uma fenda de erosão para onde as águas das cataratas precipitam, com quedas de até 85 metros de altura. Tamanha é a obra da natureza, que alguns movimentos de fundo religioso já propuseram a mudança do nome para “Salto da União” ou “Voz de Deus”.

 

Se observar tanta água já relaxa, imagine enfrentar a força do Rio Iguaçu dentro de um bote inflável! O aventureiro pode, ainda, descer 50 metros de rapel com os inspiradores cenários das cataratas ao fundo, caminhar por suas trilhas ou se movimentar sobre copas de árvores. Depois de experiências como estas, só pode voltar para casa purificado.

 

Quem oferece:

O Hotel das Cataratas fica no centro do Parque Nacional do Iguaçu, ao lado (sim, realmente ao lado das Cataratas do Iguaçu).

 

Como chegar:

O viajante pode chegar lá de avião: o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu fica a apenas 12 quilômetros das Cataratas. Muitas empresas de ônibus param na cidade também. De carro, as principais ligações passam pela BR277 (ligando Curitiba, Porto de Paranaguá e São Paulo). A BR469 dá acesso ao parque e ao aeroporto.





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